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4º Festival Buriti de Audiovisual divulga programação completa

De 31 de agosto a 4 de setembro, o campus da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), em Santa Maria da Vitória, recebe o 4º Festival Buriti de Audiovisual. A organização já confirmou a programação completa do evento, que é gratuito e aberto ao público, reunindo exibições de curtas-metragens, oficinas, mostras temáticas, debates e apresentações culturais ao longo de cinco dias.

Confira, dia a dia, tudo o que vai acontecer no festival.


Segunda-feira, 31 de agosto

A programação abre às 14h, no Estúdio UFOB/Samavi, com a II Mostra Poéticas Audiovisuais, reunindo filmes experimentais produzidos por estudantes do curso de Artes Visuais da UFOB. A exibição é apresentada pelo cineclube Cine Reflexões, com curadoria da professora Havane Melo.


Terça-feira, 1º de setembro

O dia começa às 9h, no Estúdio UFOB/Samavi, com a apresentação do projeto Voar fora da asa, desenvolvido entre o NTE-23 e a UFOB, trazendo os resultados das atividades realizadas por estudantes do ensino médio da rede pública. Fazem parte da programação as exposições "Imagens Cotidianas: fotografia com celular", com curadoria da professora Havane Melo, e "Cartas para o futuro", com curadoria da professora Aia Oro Iara, além da exibição do filme "Nas asas das oficinas", com curadoria do professor Max Bittencourt, e da entrega do Prêmio Brincar com Poesia, sob coordenação do professor Cícero Félix.

À tarde, das 15h às 17h30, na Sala 5 da UFOB/Samavi, acontece a oficina cênica "Um estudo sobre o Teatro Experimental do Negro", conduzida pelas professoras Aia Oro Iara e Téo Dias.

À noite, às 19h, no Estúdio UFOB/Samavi, é a vez da palestra "Panorama da animação na Bahia", com Ricardo Araújo, doutorando em Cinema pela UFMG, fundador do Icon Estúdio e autor do livro "Panorama da animação em Salvador".


Quarta-feira, 2 de setembro

A abertura oficial do 4º Festival Buriti de Audiovisual acontece às 9h, no Estúdio UFOB/Samavi, com a exibição do filme "Seu Adrião: o fazedor de rebeca", de Cícero Félix e Rui Rezende. O nonagenário Seu Adrião é o homenageado desta edição.

Às 9h30, no mesmo local, o diretor Thiago Logasa conversa com o público sobre a websérie "Imagem-território", que discute território e cultura na Bacia do Rio Corrente.

À noite, às 19h, é exibida a Mostra Pindorâmica, com curtas-metragens realizados por indígenas e conversa com o curador Marcelo Costa Cuhexê Krahô sobre o panorama da produção audiovisual dos povos originários.

Também neste dia começa a oficina de Animação em Stop Motion, com Ricardo Araújo, que segue nos dias 3 e 4 de setembro, das 14h às 17h30, no Lab1 de Informática da UFOB/Samavi.


Quinta-feira, 3 de setembro

O dia é dedicado às mostras competitivas do festival. Às 8h, no Estúdio UFOB/Samavi, acontece a exibição dos filmes selecionados pela comissão julgadora nas categorias Mangaba e Pequi, com apresentação de Marcelo Costa Cuhexê Krahô e Cícero Félix.

Às 10h, é a vez da Mostra Almas Femininas, com exibição de filmes e conversa com as realizadoras negras Cirlla Machado, Amanda Batista e Crisna Imhof, mediada por Ludmila Leite.

À tarde, às 14h, o Estúdio UFOB/Samavi recebe a Mostra Demarcando Telas, com curadoria do PET Encontro de Saberes/UFOB, reunindo produções de cinema contra-hegemônico, apresentada por Crislley Rian e Sávio Mendes.

À noite, às 19h, é exibido o curta-metragem "Ilícito", dirigido pelo cineasta ibotiramense Son Araújo, que conversa com o público após a sessão.

Também na quinta-feira, das 14h às 17h30, no Lab2 de Informática da UFOB/Samavi, acontece a oficina "Introdução à montagem cinematográfica", proposta pelo projeto Fluxo Audiovisual, com Thiago Logasa e Cirlla Machado.


Sexta-feira, 4 de setembro — encerramento

O último dia do festival abre às 7h com o Cortejo do Boi da Privintina, que sai do Alto do Menino Deus celebrando as culturas tradicionais da região.

A partir das 8h, na quadra da UFOB/Samavi, acontece a exposição "Delícias de Saberes", organizada pelo projeto Cultura, Alimento e Identidade (CNPq/UFOB), reunindo produtos da agricultura familiar do território da Bacia do Rio Corrente e apresentação cultural. Às 9h, no mesmo espaço, é exibido o documentário "Babaçu que quebra lá, quebra cá", de Amanda Alves, sobre a realidade das quebradeiras de coco babaçu em São Desidério, com conversa com a realizadora após a exibição.

Às 10h, a mesa "Cultura, alimento e identidade no Corrente" promove um debate sobre produção de alimentos e alimentação saudável na Bacia do Rio Corrente, conduzido pela coordenação do projeto Cultura, Alimento e Identidade (CNPq/UFOB).

O festival se encerra com a cerimônia de premiação das categorias Mangaba e Pequi, às 19h, no Estúdio UFOB/Samavi, seguida da Ciranda de Embolada, às 20h30, e do show de Paulo Araújo e Morão di Privintina, às 22h, ambos na Praça Agemiro Filardi, ao lado da UFOB.

Todas as atividades do 4º Festival Buriti de Audiovisual são gratuitas e abertas ao público.

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Exposição "Delícias de Saberes" reúne produção da agricultura familiar da Bacia do Rio Corrente

A produção da agricultura familiar da Bacia do Rio Corrente ganha vitrine em setembro. No dia 4, a exposição "Delícias de Saberes" reunirá produtores, saberes e sabores do Território em um evento que celebra a diversidade da produção familiar e o modo de vida das comunidades da região. O encontro será realizado às 8h, na quadra da UFOB em Santa Maria da Vitória, mas carrega um propósito territorial: dar visibilidade a práticas de produção e alimentação que atravessam os municípios da bacia.

A iniciativa integra o projeto "Cultura, Alimento e Identidade – Formação, participação social nas políticas públicas, extensão e alimentação saudável no Corrente", coordenado pelo prof. Cícero Félix que é da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) e financiado pelo CNPq. A proposta dialoga diretamente com as pautas de segurança alimentar e valorização da agricultura familiar que vêm sendo discutidas no território.

A programação do dia inclui apresentação artística regional, exibição do filme "Babaçu que quebra lá, quebra cá", de Amanda Alves, e um debate sobre produção de alimentos e alimentação saudável na bacia do rio Corrente — reunindo produtores, pesquisadores e comunidade em torno de um mesmo tema.

O evento está integrado ao 4º Festival Buriti de Audiovisual, consolidando a articulação entre cultura, produção de alimentos e território que tem marcado as edições do festival desde 2021.

A realização conta com o apoio do Território Rio Corrente, reforçando a parceria entre o CODETER Bacia do Rio Corrente e as instituições que promovem o evento. A presença do colegiado como apoiador reafirma o papel da gestão territorial participativa na articulação de espaços de valorização cultural e alimentar nos municípios da bacia.



Entenda os dois projetos por trás do evento


Festival Buriti de Audiovisual

Criado em 2021, o festival promove, a cada edição, discussão e reflexão sobre cultura, território e ancestralidade na região são-franciscana. O evento se consolidou como espaço de circulação de produções audiovisuais que dialogam com as identidades e memórias do Território.


Projeto Cultura, Alimento e Identidade

Coordenado pela UFOB e financiado pelo CNPq para subsidiar o PAS-Nordeste, o projeto atua na formação e participação social em políticas públicas de extensão e alimentação saudável no território do Corrente, articulando comunicação, cultura e segurança alimentar nas comunidades da bacia.


Serviço

Quando: 4 de setembro de 2026, às 8h

Onde: Quadra da UFOB — Santa Maria da Vitória (BA)

O quê: Exibição do filme "Babaçu que quebra lá, quebra cá" (Amanda Alves), Apresentação artística regional e debate sobre alimentação saudável

Apoio: Território Rio Corrente / CODETER Bacia do Rio Corrente

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Encontro em Santa Maria da Vitória vai fortalecer sistemas municipais de cultura no território Bacia do Rio Corrente

Está confirmada para o dia 3 de setembro de 2026 (quinta-feira), das 8h às 17h, a realização do Encontro Territorial de Fortalecimento dos Sistemas Municipais de Cultura da Bahia, no Território de Identidade Bacia do Rio Corrente. A formação integra o Programa Sistematizaê Bahia, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SECULT) voltada à institucionalização dos Sistemas Municipais de Cultura, e é realizado em parceria com o CIBARC — Consórcio Intermunicipal Bacia do Rio Corrente — e a Prefeitura Municipal de Santa Maria da Vitória, cidade que sedia o encontro.

O encontro é voltado a gestores municipais e equipes técnicas das secretarias de cultura do território, e é o desdobramento formativo de uma reunião preparatória realizada em 24 de agosto, quando representantes do Território já haviam se debruçado sobre a organização do Sistematizaê Bahia na Bacia do Rio Corrente. Agora, a etapa territorial reunirá esse público dos onze municípios que compõem o território — Brejolândia, Canápolis, Cocos, Coribe, Correntina, Jaborandi, Santa Maria da Vitória, Santana, São Félix do Coribe, Serra Dourada e Tabocas do Brejo Velho — para tratar do fortalecimento, da estruturação e da implementação dos Sistemas Municipais de Cultura, em conformidade com a Lei Federal nº 14.835/2024, que institui o Marco Regulatório do Sistema Nacional de Cultura.

A institucionalização da cultura como política pública permanente é o eixo central do Sistematizaê Bahia e do encontro em Santa Maria da Vitória. Municípios com Sistema Municipal de Cultura estruturado — envolvendo órgão gestor, conselho de política cultural, plano municipal e fundo específico — ganham condições mais estáveis para captar recursos, sustentar programas ao longo de diferentes gestões e garantir que ações culturais não dependam apenas de iniciativas pontuais.

Nesse cenário, o CODETER Bacia do Rio Corrente participa do encontro como parceiro convidado, reafirmando o papel do colegiado como espaço de convergência entre poder público, sociedade civil e instituições de cultura no território. Historicamente, o CODETER tem acompanhado de perto a pauta cultural — por meio da atuação do Representante Territorial de Cultura (RTC) e do diálogo permanente com os Pontos de Cultura vinculados à Política Nacional de Cultura Viva —, e vê no avanço do Sistematizaê Bahia um passo estratégico para consolidar a cultura como eixo de desenvolvimento territorial, ao lado de agendas como o Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentável e Solidário (PTDS).

O encontro acontece no CIBARC, localizado na Avenida Governador Roberto Santos, s/n, Sambaíba, ao lado da Policlínica Regional, em Santa Maria da Vitória.

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Feira Cultural reafirma a força da cultura de Serra Dourada/BA

Serra Dourada, município que integra o território da Bacia do Rio Corrente, é reconhecida por sua produção artística diversa, que vai da música sertaneja e do forró pé de serra às manifestações populares ligadas à agricultura familiar e às comunidades tradicionais da região. É nesse cenário que a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Cultura & Turismo, promove a Feira Cultural de Serra Dourada – Bahia, no dia 29 de agosto (sábado), a partir das 17h, na Praça do Mercado.

O evento tem como proposta celebrar a diversidade cultural serradouradense, prestigiando artistas, grupos culturais, artesãos, músicos e fazedores de cultura do município. A programação confirmada é musical, reunindo Edvaldo Moreira, Jailson Ramos, Wilson Sanfoneiro, Jeová Sanfoneiro, Forró Moral, Roberto Rayan, Ailmir Pinheiro, Otávio Souza e Amaury, Benedito Sanfoneiro, Zé Neto e Everton Lima & Romário Teclas — nomes que representam parte da produção artística local.

Para o território, iniciativas como essa têm peso que vai além do entretenimento: municípios como Serra Dourada carregam um patrimônio cultural que dialoga diretamente com pautas discutidas no âmbito do CODETER Bacia do Rio Corrente, como o fortalecimento de Pontos de Cultura e da Política Nacional de Cultura Viva. Dar visibilidade a esses fazedores de cultura é também fortalecer a identidade territorial da Bacia do Rio Corrente como um todo.

Segundo a secretária municipal de Cultura de Serra Dourada, Juliana Nascimento de Souza, a feira oferece a esses profissionais um espaço concreto de reconhecimento. "É uma oportunidade também para mostrar o trabalho desenvolvido por cada um dos trabalhadores de cultura na nossa cidade", afirmou. Para ela, a iniciativa também fortalece políticas públicas do setor, "em especial a Política Nacional Aldir Blanc".

O evento conta com apoio do Sistema Nacional de Cultura (SNC), da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e do Ministério da Cultura. A Feira Cultural é aberta ao público e convida moradores e visitantes a participarem de um momento de celebração da história, da arte e das tradições do povo serradouradense.

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Mês do Cerrado começa com diálogo sobre os impactos do El Niño na Bacia do Rio Corrente

O Instituto Altair Sales — instituição científica, cultural e educativa dedicada à pesquisa e à educação sobre o Cerrado, sediada em Goiânia (GO) — promove no dia 1º de setembro de 2026 a atividade online "El Niño e o Cerrado: impactos, riscos e desafios socioambientais", que abre o Mês do Cerrado. A ação é realizada em parceria com a Articulação de Mulheres pelo Cerrado do Oeste da Bahia, articulação de mulheres camponesas e trabalhadoras atuante desde 2019 na defesa do bioma e dos territórios tradicionais nas Bacias do Rio Grande e do Rio Corrente, e com o Coletivo Águas do Oeste, coletivo voltado à defesa dos recursos hídricos na região Oeste da Bahia. O encontro acontece das 14h30 às 17h e conta com apoio do Projeto Cultura, Alimento e Identidade, da UFOB (Universidade Federal do Oeste da Bahia), do CNPq e do CODETER Território Rio Corrente.

A atividade terá a participação do professor doutor Altair Sales — natural de Correntina (BA) e uma das principais referências em estudos sobre o Cerrado brasileiro —, com os convidados Aluísio Ferreira e Mestre Arnaldo, e mediação da Articulação de Mulheres pelo Cerrado do Oeste da Bahia. A proposta é discutir como o fenômeno climático El Niño interfere no regime de chuvas e na disponibilidade de água, além dos riscos para rios, nascentes e comunidades tradicionais que dependem das águas do Cerrado.

Amanda Alves, integrante do Projeto Cultura e Alimentação, destaca a importância do tema para a compreensão dos impactos do El Niño na região. Segundo ela, o território já vem sendo drasticamente afetado pela exploração dos recursos naturais, sobretudo pela retirada excessiva de água e pelo avanço do desmatamento — realidade que dados recentes confirmam: de acordo com o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2025), divulgado pelo MapBiomas, a Bahia ocupou em 2025 o terceiro lugar no ranking nacional de desmatamento, com os municípios de Jaborandi e São Desidério entre os dez que mais desmataram no país no período.

Amanda Alves chama atenção ainda para a situação do Aquífero Urucuia, um dos principais mananciais subterrâneos da região, que se estende também por porções de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Piauí e Maranhão. Segundo ela, a retirada de água tem sido mais acelerada do que a capacidade de recarga do aquífero — tendência corroborada por estudos do Serviço Geológico do Brasil, que apontam redução de 31 km³ no volume de água armazenada no Urucuia entre 2002 e 2021, associada principalmente à irrigação de monoculturas. Para Amanda Alves, as mudanças climáticas associadas ao El Niño tendem a agravar ainda mais esse cenário já crítico.

Ao justificar o convite ao Instituto Altair Sales para abrir o diálogo, Amanda Alves recordou uma fala antiga do professor Altair Sales, feita quando ele começou a alertar sobre os riscos para os rios da região: "Na fartura, a gente divide um copo de água. Mas será que, no dia da penúria, no dia da escassez, nós vamos dividir?" Para ela, a reflexão já antecipava o cenário de desmatamento acelerado no Cerrado e seus impactos sobre a vida e a existência das comunidades do território.

A atividade é aberta a todas as pessoas interessadas em dialogar e trocar saberes sobre o tema. Por se tratar de um encontro online, o link de acesso será enviado no dia da atividade, mediante solicitação.

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Fortalecimento dos Sistemas Municipais de Cultura é tema de articulação no Território da Bacia do Rio Corrente

O CODETER Bacia do Rio Corrente participou, nesta segunda-feira (24/08), de forma online, da reunião preparatória para o Encontro Territorial de Fortalecimento dos Sistemas Municipais de Cultura, que integra o Programa Sistematizaê Bahia. O convite partiu da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SECULT/BA), e o colegiado esteve representado pela coordenadora geral, Vilma Campos de Araújo. Também participou da reunião, o Agente de Desenvolvimento Territorial (ADT) Robson Vieira da Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia (SEPLAN-BA).

O Programa Sistematizaê Bahia é uma iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SECULT/BA) voltada ao fortalecimento dos sistemas municipais de cultura, com foco na estruturação e qualificação da gestão cultural nos territórios baianos. Da reunião preparatória participaram, além de Vilma Araújo e Robson Vieira: as Agentes Territoriais de Cultura dos Comitês de Cultura da Bahia atuantes na Bacia do Rio Corrente, Joelma Alves (São Félix do Coribe) e Danielle Pereira (Brejolândia); Arlen Ramos, Secretário Municipal de Cultura e Turismo de Santa Maria da Vitória; Remerson Araújo, Coordenador de Sistemas de Cultura e Projetos Especiais (SECUL/DTC/SUDECULT); e Hemerson, Representante Territorial de Cultura (RTC).

O encontro formativo, decorrente desta etapa de planejamento, será realizado no dia 3 de setembro, no CIABRC, em Santa Maria da Vitória, e é destinado aos secretários municipais de cultura e às equipes técnicas das secretarias do território.

Ao avaliar os resultados da reunião, Hemerson destacou que "a reunião de planejamento alcançou plenamente seus objetivos". Para ele, "o Programa Sistematizaê Bahia na Bacia do Rio Corrente se projeta como um evento formativo para a autonomia e a sustentabilidade das políticas culturais no território".

A participação do CODETER Bacia do Rio Corrente na reunião reforça o papel do colegiado como espaço estratégico de articulação entre os municípios e o estado na formulação e no acompanhamento das políticas públicas culturais que se desenvolvem no território. 

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Território Bacia do Rio Corrente define participantes para Formação de Lideranças Jovens em Educomunicação

O Território de Identidade Bacia do Rio Corrente já tem seus três jovens indicados para a Formação de Lideranças Jovens em Educomunicação e Desenvolvimento Territorial, promovida pelo DEFOC-CAR/SEPLAN/CET. Com as novas datas confirmadas — 25, 26 e 27 de agosto, em módulo online.
O que é a formação: trata-se de uma iniciativa voltada às juventudes dos Territórios de Identidade da Bahia, com organização conjunta entre a CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional), a Seplan (Secretaria de Planejamento) e o CET (Coordenação Estadual dos Territórios de Identidade da Bahia). O curso dá continuidade às oficinas macrorregionais já realizadas anteriormente, agora reorganizadas em formato online. Cada território pôde indicar até três jovens representantes, que participam de encontros voltados à educomunicação — o uso da comunicação como ferramenta de mobilização, participação social e transformação territorial. Após os módulos online, os indicados seguem para uma etapa presencial, com oficinas previstas a partir de setembro.

Representando o território, participam da formação Luíza Moreira dos Santos, Rian Patric de Sousa Xavier e Thalita Aragão, todos estudantes de Publicidade e Propaganda da UFOB (Universidade Federal do Oeste da Bahia), campus Santa Maria da Vitória.

Apesar da indicação oficial ser limitada a três jovens por território, o CODETER destaca que outros jovens interessados também podem participar dos encontros online, ainda que apenas os três indicados sigam para a etapa presencial. Segundo a organização, jovens que já passaram pelas formações macrorregionais anteriores, ou que estavam escalados e não puderam participar, também têm essa oportunidade nos encontros digitais.

A proposta pedagógica da formação é estimular o protagonismo juvenil, fortalecer a comunicação como instrumento de mobilização social e formar lideranças capazes de atuar de forma crítica, criativa e colaborativa em suas comunidades. A expectativa da coordenação é consolidar, a partir dessa iniciativa, um núcleo jovem de educomunicação dentro dos CODETER, articulado às câmaras técnicas de juventude ou espaços similares.

"É uma oportunidade de adquirir novos conhecimentos e fortalecer minha atuação como jovem liderança na minha comunidade", afirma Rian Patric de Sousa Xavier, um dos jovens indicados pelo território. Segundo ele, a expectativa é aprofundar temas como comunicação, participação social e trabalho coletivo, além de trocar experiências com outros jovens de diferentes realidades e ampliar sua atuação em prol de um território mais justo e sustentável.

As inscrições devem ser feitas pelo link (acesse aqui) disponibilizado pela organização, e territórios que já garantiram suas vagas não precisam repetir o procedimento.

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CODETER Bacia do Rio Corrente fecha agenda do semestre e elege representantes em conselhos estaduais

O CODETER Bacia do Rio Corrente realizou, nesta terça-feira (18/08), na Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), em Santa Maria da Vitória, sua reunião ordinária presencial, presidida pela Coordenadora Geral, Vilma Campos de Araújo. Aberta à participação da comunidade, a reunião teve como objetivo fechar as pautas que vinham sendo construídas desde o último encontro do colegiado e avançar no planejamento territorial para o restante do ano.

Da esquerda para a direita: Cátia Alves Xavier, Ana Darth Pereira de Oliveira, Lígia Maria Alves Santiago Oliveira, Cícero Félix de Souza, Luzinete de Souza Neiva, Robson Vieira, Vilma Campos de Araújo, Hemerson Santos da Silva e Valdineia Beltrão de Araújo, durante a reunião ordinária do CODETER Bacia do Rio Corrente na UFOB, em Santa Maria da Vitória (18/08).

Participaram Vilma Campos de Araújo; o Secretário de Comunicação, Cícero Félix de Souza; a Secretária Executiva, Cátia Alves Xavier; Luzinete de Souza Neiva, da Coordenação do CODETER; Hemerson Santos da Silva, representante da Secult no colegiado; Lígia Maria Alves Santiago Oliveira, representante da Associação dos Artistas e Artesãos de Santa Maria da Vitória; Valdineia Beltrão de Araújo, representante do segmento da agricultura familiar; o Agente de Desenvolvimento Territorial (ADT) da Seplan, Robson Vieira; além da convidada Ana Darth Pereira de Oliveira. Todos participaram ativamente das discussões ao longo da reunião.

A pauta começou com Cícero Félix apresentando o andamento do Projeto Cultura e Alimentação, hoje na fase de consistência da pesquisa, e destacando os preparativos do Festival Buriti, iniciativa da UFOB que integra o projeto e reforça a articulação entre cultura e território.

Na sequência, o colegiado tratou do processo de seleção do edital Galinhas Caipiras, da CAR. Do balanço, saiu um ponto de atenção: a principal dificuldade das entidades do território tem sido o domínio técnico para o preenchimento de propostas em editais. A partir disso, o colegiado discutiu a possibilidade de junto a parceiros (UFOB, CIBARC, Prefeituras...) ações para fortalecer as próximas inscrições.

Esse mesmo debate levou a reunião a tratar da comunicação do território de forma mais ampla, reconhecendo a necessidade de reorganizá-la para que seja mais efetiva tanto internamente quanto externamente. Nesse sentido, o colegiado reafirmou o blog/site como espaço central para socializar as ações do CODETER e apoiar a construção de portfólios das entidades e pessoas que compõem o território.

O tema da educomunicação também esteve em pauta. Vilma Campos apresentou a Formação de Lideranças em Educomunicação e Desenvolvimento Territorial, iniciativa que seleciona jovens lideranças dos Territórios de Identidade da Bahia para qualificação em comunicação, participação social e atuação territorial, voltada a jovens entre 18 e 29 anos vinculados a coletivos, associações ou iniciativas comunitárias. Diante disso, o colegiado discutiu sua representação na formação e definiu a indicação de dois jovens que já integram o Projeto Cultura e Alimento, ficando uma terceira vaga em aberto, a ser preenchida conforme os critérios da ação.

Também fez parte da pauta a atualização sobre o PTDS (Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentável e Solidário): Robson Vieira apresentou o resultado da avaliação das devolutivas dos insumos finais do documento, cujo relatório já foi encaminhado à Seplan para as correções necessárias.

Ainda na mesma linha de fortalecer a presença do território em espaços de governança, o colegiado elegeu, por unanimidade, sua representação em três instâncias da política territorial baiana:

  • CET (Coordenação Estadual dos Territórios) — espaço político de representação dos territórios junto ao Estado: Luzinete Neiva como titular e Cícero Félix como suplente;

  • CEDETER (Conselho Estadual de Desenvolvimento Territorial) — instância que delibera sobre as diretrizes da política territorial baiana, instituída pela Lei Estadual nº 13.214/2014: Vilma Campos como titular e Cátia Xavier como suplente;

  • CAPPA (Comitê de Acompanhamento do PPA) — responsável por acompanhar a execução do Plano Plurianual e mediar o diálogo entre o território e o Estado: Cátia Xavier como titular e Cícero Félix como suplente.

Encerrando a última pauta do dia, Robson Vieira retomou o tema do planejamento territorial, apresentando uma proposta de agenda para o restante de 2026. A proposta foi aprovada pelo colegiado, com a ressalva de que sejam incluídas as agendas de parceiros diretamente ligados às ações do território — como Secult e UFOB —, de modo a evitar sobreposição de datas e garantir maior alinhamento entre as iniciativas.

Ao final da reunião, Vilma Campos agradeceu a presença de todos os membros e à UFOB pela parceria e pela cessão do espaço.

A reunião reforça o compromisso do CODETER Bacia do Rio Corrente com a participação social e a gestão colegiada do território, em conformidade com a Lei Estadual nº 13.214/2014, que institui os Colegiados Territoriais na Bahia.

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Território avança no Edital Galinha Caipira da Bahia, do Bahia que Produz e Alimenta/CAR

A coordenação do Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Corrente (CODETER) se reuniu hoje, na sede do escritório da CAR em Santa Maria da Vitória, para cumprir a etapa de análise prevista no Edital CAR/Projeto Bahia que Produz e Alimenta nº 009/2026 — Galinha Caipira da Bahia. Como resultado, as duas alianças produtivas do território foram validadas: a Aliança Produtiva Avicultura Bacia do Rio Corrente (APABRIC) e a Aliança Produtiva Territorial da Galinha Caipira da Bacia do Rio Corrente.

A reunião ocorreu com a participação de Vilma Araújo (Coordenadora do CODETER), Cátia Xavier (Secretária Executiva do GEUA e membro do CODETER), Leidivan Satelis (chefe do escritório da CAR na região e membro titular do CODETER), Luzinete de Souza Neiva (Coordenação do CODETER, Presidenta da Associação de Pequenos Agricultores de Silvânia), Robson Vieira (Agente de Desenvolvimento Territorial - ADT) e Demócrito Santos (funcionário da CAR que assessorou a reunião).


O que estava em análise

Conforme já divulgado em matéria anterior, as duas propostas do território haviam sido classificadas na fase de avaliação de critérios de elegibilidade e seguiram para esta etapa, que cabe ao CODETER de cada Território de Identidade. Segundo o edital, essa validação cumpre um duplo papel: garantir o controle social sobre o processo de execução do projeto e sobre os investimentos públicos envolvidos, e consolidar os arranjos que viabilizam a celebração dos convênios seguintes.


As alianças validadas

Aliança Produtiva Avicultura Bacia do Rio Corrente – APABRIC, liderada pela Associação Fundo de Pasto Pau Ferro e Arredores, reúne também a Associação Comunitária do Sítio Nossa Senhora das Graças, a Associação de Fundo de Pasto dos Pequenos Agropecuaristas de Fartura, a Associação dos Agricultores Familiar Terra Forte e a COOPSERCAL.

Aliança Produtiva Territorial da Galinha Caipira da Bacia do Rio Corrente, liderada pela Central das Associações de Agricultores Familiares de Santana, conta com a Associação Comunitária dos Avicultores e Suinocultores do Município de Canápolis, a Associação das Comunidades Tradicionais do Fundo e Fecho de Pasto das Mulheres Agricultoras dos Gerais, a Associação de Pequenos Produtores e Produtoras Rurais da Agricultura Familiar da Comunidade de Campestre e a Cooperativa Mista dos Microprodutores Agrícolas dos Municípios de Tabocas do Brejo Velho e Brejolândia.


O que dizem os participantes

Para Leidivan Satelis Xavier, chefe do escritório da CAR na região e membro titular do CODETER, a realização do processo de seleção reforça o potencial produtivo do território: "Foi muito interessante acompanhar todo o processo, e ver o potencial que o nosso território tem dentro do edital 009, do Bahia Que Produz e Alimenta, a Galinha Caipira da Bahia. A gente sabe que o nosso interior também é afastado da capital — estamos a mais de mil quilômetros da sede — porém a gente vê as políticas públicas chegando até aqui, até a gente." Ele destaca ainda o caráter de cadeia completa do edital: "A gente está falando de um edital que vem completo, um ciclo fechado: produção, classificação, e temos as políticas públicas do PNAE para fazer a saída desses produtos. É muito gratificante ver a possibilidade de melhoria e de fixação do homem do campo e da família no campo."

Sobre o alcance financeiro da política, Leidivan lembra que o investimento fica no território contemplado: "Esse edital vem para agraciar dez territórios, dos vinte e sete que a Bahia possui. A gente fez uma seleção bem minuciosa, com etapas de pontuação, e a próxima é a ida às associações, confrontando o que está escrito no papel com a realidade."

Vilma Campos de Araújo, Coordenadora do CODETER, destaca o fortalecimento da cadeia produtiva local: "Para nós, no território, é importante porque a gente está fortalecendo a cadeia produtiva da galinha caipira, e também buscando oportunidade de geração de renda para as famílias, e cada vez mais fazendo com que as associações se organizem e busquem formas de atuar de forma independente, trazendo desenvolvimento para o território e para a região."

Já Luzinete Neiva, da Coordenação do CODETER e Presidenta da Associação de Pequenos Agricultores de Silvânia, ressalta a importância do processo de avaliação para conhecer a realidade das organizações do território: "Para nós, enquanto território, é de suma importância, porque através da Manifestação de Interesse a gente fica sabendo como estão as nossas organizações no território." Sobre o impacto do edital, avaliou: "Acredito que já vem trazendo mudanças reais na vida de muitas famílias nos onze municípios do território da Bacia do Rio Corrente, e com certeza vai dar mais oportunidade de venda, de emprego e de melhoria de qualidade de vida para as famílias contempladas — servindo de exemplo para melhorar cada vez mais as organizações e o nosso povo."


Próximos passos

Com a validação do CODETER, as duas alianças seguem agora para a 4ª etapa do processo de seleção

— a visita técnica de campo conduzida pela equipe da SDR/CAR/Projeto Bahia que Produz e Alimenta

— e, na sequência, para a análise do Comitê Estadual de Avaliação Técnica.

Como o edital prevê a seleção de apenas 1 aliança por Território de Identidade, as duas propostas da Bacia do Rio Corrente seguirão concorrendo entre si até a divulgação do resultado final do processo.
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PNAB na Bacia do Rio Corrente: um território dividido entre a execução e a espera


O Território da Bacia do Rio Corrente concentra hoje mais de R$ 1,1 milhão em recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) parados ou em execução em suas contas municipais. Os dados, extraídos do Painel de Dados da PNAB do Ministério da Cultura com atualização em 4 de agosto de 2026, mostram um território dividido: de um lado, municípios que já transformaram o recurso federal em ação cultural concreta; de outro, mais da metade das cidades do território ainda não movimentou um único real do Ciclo 2 do programa.
Onze municípios, dois territórios dentro do território

Todos os 11 municípios da Bacia do Rio Corrente — Brejolândia, Canápolis, Cocos, Coribe, Correntina, Jaborandi, Santa Maria da Vitória, Santana, São Félix do Coribe, Serra Dourada e Tabocas do Brejo Velho — aderiram à PNAB e têm seus Termos de Adesão assinados desde meados de 2025. Passado mais de um ano dessa adesão, porém, a execução financeira do Ciclo 2 revela dois grupos com realidades opostas.

Sete municípios ainda não executaram nenhum recurso: Brejolândia, Canápolis, Coribe, Correntina, Santana, Serra Dourada e Tabocas do Brejo Velho seguem com 0,00% de utilização. Juntos, esses municípios somam quase R$ 992 mil parados em conta — o equivalente a 85% de todo o saldo financeiro do território.

Três municípios, por outro lado, já converteram o recurso em ação: Santa Maria da Vitória, Jaborandi e São Félix do Coribe apresentam índices de execução entre 93% e 110%, evidenciando que o mesmo programa, com os mesmos prazos, pode caminhar em ritmos completamente diferentes dependendo da estrutura local. Cocos ocupa uma posição intermediária, com 23,59% de execução.


Correntina: o maior volume parado do território


Correntina é hoje o caso mais expressivo dessa desigualdade. O município concentra sozinho R$ 285.250,12 em saldo — o maior valor de todo o território, superando em mais de 30% o segundo colocado — sem qualquer execução registrada.


Santa Maria da Vitória: a outra ponta do território

No extremo oposto está Santa Maria da Vitória, que assinou seu Termo de Adesão apenas sete dias depois de Correntina e hoje apresenta 110,32% de execução — o índice mais alto de todo o território, ultrapassando inclusive o valor total repassado somado aos rendimentos da conta. O percentual acima de 100% é sustentado pelo rendimento da conta e pela sobra de recursos do Ciclo 1: dois municípios vizinhos, mesma política pública, mesmo período de adesão, e trajetórias completamente distintas.


O que isso revela sobre o território

Os números da PNAB na Bacia do Rio Corrente não falam apenas de dinheiro público disponível ou não. Falam, sobretudo, da capacidade institucional de cada município em fazer funcionar os mecanismos de participação social que a própria lei exige — especialmente o funcionamento regular dos Conselhos Municipais de Cultura. Onde esses conselhos operam com legitimidade, o recurso chega à ponta. Onde sua legitimidade é questionada, o dinheiro para.

A urgência de resolver essas travas institucionais tende a crescer: a partir de 2027, o acesso a novos recursos da Lei Aldir Blanc passará a exigir a estruturação de Fundos Municipais de Cultura, uma exigência regulatória que torna ainda mais importante que os municípios do território — sobretudo os sete ainda com execução zerada — regularizem sua governança cultural o quanto antes.

Para o Território da Bacia do Rio Corrente, o desafio que se coloca não é a falta de recurso, mas a capacidade de fazê-lo circular com legitimidade e alcançar quem, de fato, faz a cultura acontecer em cada uma dessas onze cidades.


*Dados: Painel de Dados da Política Nacional Aldir Blanc, Ministério da Cultura (gov.br/cultura), consulta em 04/08/2026. Informações sobre o processo de Correntina: processo IDEA nº 096.9.229763/2026, Ministério Público do Estado da Bahia, Promotoria de Justiça de Correntina.*
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Duas alianças produtivas da Bacia do Rio Corrente avançam no Edital Galinha Caipira da Bahia

O Território de Identidade da Bacia do Rio Corrente terá duas alianças produtivas territoriais concorrendo na etapa de análise do Edital CAR/Projeto Bahia que Produz e Alimenta nº 009/2026 — Galinha Caipira da Bahia. As propostas foram classificadas após a fase de avaliação de critérios de elegibilidade e agora seguem para validação do Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Corrente (CODETER), etapa prevista para ocorrer entre os dias 20 de julho e 04 de agosto.

De onde vem o edital

O Galinha Caipira da Bahia integra o Projeto Bahia que Produz e Alimenta, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). O edital vai investir R$ 25,6 milhões em todo o estado para fortalecer a produção, o beneficiamento e a comercialização de ovos caipiras da agricultura familiar. Serão selecionadas 10 alianças produtivas territoriais — uma por Território de Identidade —, cada uma composta por 5 organizações produtivas de municípios diferentes. Ele dá continuidade ao legado do Projeto Bahia Produtiva (2015–2022) e tem como meta atender 36.294 famílias e 800 organizações produtivas em todo o estado, com ações de assistência técnica, infraestrutura produtiva e acesso a mercados.


O que é uma aliança produtiva territorial

O edital não seleciona organizações isoladas: exige que cada organização produtiva interessada se articule previamente com outras 4 para formar uma aliança produtiva territorial, composta obrigatoriamente por 5 organizações (associações, cooperativas ou centrais) sediadas em 5 municípios diferentes do mesmo Território de Identidade. Essa exigência busca ampliar a escala da produção e estimular a cooperação entre organizações que, sozinhas, teriam mais dificuldade de acessar mercados maiores. Dentro de cada aliança, as organizações decidem coletivamente qual delas assume a liderança — responsável por articular a produção conjunta, o fornecimento de alimentação para as galinhas e a comercialização integrada dos ovos.


O que está em jogo

Cada aliança selecionada recebe um pacote de investimentos que inclui aviários demonstrativos, veículo para transporte e comercialização, agroindústria simplificada de classificação de ovos, unidade de produção de ração e assistência técnica continuada — montante que pode superar R$ 2,5 milhões por aliança.


As alianças da Bacia do Rio Corrente

Duas propostas do território atenderam aos critérios de elegibilidade e seguem na disputa:

Aliança Produtiva Avicultura Bacia do Rio Corrente – APABRIC, liderada pela Associação Fundo de Pasto Pau Ferro e Arredores, reúne também a Associação Comunitária do Sítio Nossa Senhora das Graças, a Associação de Fundo de Pasto dos Pequenos Agropecuaristas de Fartura, a Associação dos Agricultores Familiar Terra Forte e a COOPSERCAL (Cooperativa de Trabalho Urbano e Rural de Campo Alegre de Lourdes).

Aliança Produtiva Territorial da Galinha Caipira da Bacia do Rio Corrente, liderada pela Central das Associações de Agricultores Familiares de Santana, conta ainda com a Associação Comunitária dos Avicultores e Suinocultores do Município de Canápolis, a Associação das Comunidades Tradicionais do Fundo e Fecho de Pasto das Mulheres Agricultoras dos Gerais, a Associação de Pequenos Produtores e Produtoras Rurais da Agricultura Familiar da Comunidade de Campestre e a Cooperativa Mista dos Microprodutores Agrícolas dos Municípios de Tabocas do Brejo Velho e Brejolândia.

As duas alianças reúnem organizações de fundo e fecho de pasto, agricultura familiar e economia solidária, refletindo a diversidade produtiva do território.


O papel do CODETER agora

Nesta etapa, cabe ao CODETER da Bacia do Rio Corrente analisar os elementos das propostas e validar a constituição de cada aliança produtiva territorial. Segundo o próprio edital, essa etapa cumpre um duplo papel: garantir o controle social sobre o processo de execução do projeto e sobre os investimentos públicos envolvidos, e consolidar os arranjos que viabilizam a celebração dos convênios seguintes.

Como o edital prevê a seleção de apenas 1 aliança por Território de Identidade, as duas propostas da Bacia do Rio Corrente seguirão concorrendo entre si e com as demais alianças do estado nas próximas fases — visita técnica de campo (31/07 a 21/08) e análise do Comitê Estadual de Avaliação Técnica (24 a 26/08) —, até a divulgação do resultado final, prevista para 31 de agosto de 2026.

O acompanhamento desse processo pelo CODETER reforça o papel do colegiado como instância de controle social e articulação territorial, conectando a política pública estadual às organizações produtivas que já atuam na criação de galinhas caipiras e produção de ovos na região.
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CODETER Bacia do Rio Corrente recebe insumos finais do PTDS durante lançamento do Plano Safra 2026/2027

O Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), lançou nos dias 27 e 28 de julho de 2026 o Plano Safra da Agricultura Familiar Bahia 2026/2027, no Teatro Central da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). O evento reuniu representantes do poder público, instituições financeiras e lideranças territoriais de todo o estado, entre elas o CODETER Bacia do Rio Corrente.
Quase R$ 5 bilhões para a agricultura familiar

O plano prevê um aporte de quase R$ 5 bilhões destinados a fortalecer a base produtiva da agricultura familiar baiana, por meio de linhas de crédito do PRONAF com juros reduzidos, operacionalizadas pelo Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal e Desenbahia. A programação incluiu a apresentação de experiências exitosas de agroindústrias familiares, a pactuação das instituições financeiras sobre estratégias e metas de ampliação do crédito, além de mesas sobre reforma tributária, plataformas eletrônicas de acompanhamento de crédito e o fortalecimento das Redes Territoriais de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER).

Para Leidivan Xavier, membro titular do CODETER Bacia do Rio Corrente que representa o CAR (Chefe de Escritório) no colegiado, o programa amplia significativamente o acesso a recursos com condições facilitadas: segundo ele, produtores que tomam R$16 mil pelo PRONAF chegam a pagar apenas R$9 mil, somando juros baixos, carência e reduções adicionais — condições voltadas a fortalecer o trabalho de quem vive da terra, com destaque para a valorização da mulher e do homem do campo.


Território presente e insumos finais do PTDS em mãos

Um dos destaques da participação do território no evento foi o recebimento dos insumos finais do Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentável e Solidário (PTDS), documento que orienta as ações do CODETER e serve de referência para o planejamento territorial, a articulação de políticas públicas, a definição de prioridades e a captação de investimentos.
O material foi recebido por Leidivan Xavier durante o evento. É importante destacar que este é ainda um insumo técnico consolidado — o material passará por uma etapa de revisão do colegiado antes de se tornar a versão final do PTDS, a ser efetivamente entregue ao território.
Esse insumo é resultado de um processo técnico e participativo conduzido em etapas: os diagnósticos e propostas territoriais foram construídos a partir de Oficinas Territoriais presenciais, nas quais foram organizados os Grupos de Trabalho Territoriais (GTTs) — responsáveis por debater, por área de política pública, os desafios e potencialidades de cada território, alinhados às diretrizes do Plano de Desenvolvimento Integrado (PDI) Bahia 2050. As contribuições da comunidade, registradas em formulários físicos e online e nas falas dos participantes, foram sistematizadas nos Quadros Analíticos-Propositivos (QAPs), passando por uma etapa final de revisão e consolidação técnica que originou os insumos agora recebidos pelo território.


Um território que se faz escutado

Leidivan destacou a satisfação de ver as demandas levantadas no território sendo ouvidas e retornadas com respostas concretas. "É muito gratificante ver que nossas atividades lá no interior estão sendo ouvidas, debatidas e trazendo de volta um suporte para resolver problemas que existem há tempos e precisam ser mudados, para a melhoria da qualidade de vida de todos, principalmente da mulher e do homem do campo", afirmou.

Ele ressaltou ainda que o momento demonstra que o diálogo construído no extremo oeste da Bahia — a partir do SETAF e do CODETER Bacia do Rio Corrente — está sendo escutado na capital e trabalhado para a resolução das questões levantadas pelo território. "Isso demonstra um governo participativo, que participa do cotidiano e faz escutas, procurando trazer soluções para as demandas levantadas. Não adianta só fazer a mobilização e levantar questionamentos se não há retorno dos órgãos competentes. Vemos o MDA, junto ao governo do estado e ao governo federal, dar esse respaldo de volta para a gente, o que fortalece ainda mais a força para continuar nessa proposta de melhorar a qualidade de vida dos baianos e baianas", concluiu.

Para a coordenadora do CODETER, Vilma Campos, receber essa prévia do PTDS permite ao colegiado exercer seu papel de governança territorial de forma participativa — analisando, validando e aperfeiçoando as propostas antes da consolidação final. "Isso garante que o documento represente as reais demandas do território, suas potencialidades e nossas prioridades, fortalecendo com transparência e legitimidade o compromisso dos atores envolvidos", destacou.


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CODETER Bacia do Rio Corrente retoma planejamento estratégico em reunião extraordinária

O Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentável (CODETER) da Bacia do Rio Corrente realizou, nesta terça-feira (28/07), uma reunião extraordinária de caráter virtual, convocada pela Coordenadora Geral do colegiado, Vilma Campos de Araújo.
O encontro reuniu a coordenação do CODETER — Cícero Félix de Souza, Secretário de Comunicação, e Cátia Alves Xavier, Secretária Executiva — além de Robson Vieira, Agente de Desenvolvimento Territorial (ADT) da Seplan, convidado a integrar a discussão.


Retomada do planejamento é o principal destaque

O ponto central da reunião foi a retomada do planejamento do colegiado, com a coordenação alinhando a reorganização das atividades e do cronograma de trabalho do CODETER para o próximo período. A pauta reforça o movimento de reestruturação da atuação do colegiado nas políticas de desenvolvimento territorial da Bacia do Rio Corrente.


Revisão do PTDS

Também foi discutida a revisão do PTDS (Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentável), com foco na análise dos insumos finais recebidos da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan/BA) — etapa importante do processo de atualização do documento que orienta as ações de desenvolvimento sustentável e solidário no território.


Atualização do Projeto Cultura e Alimentação

O Secretário de Comunicação, Cícero Félix de Souza, apresentou o andamento do Projeto Cultura e Alimentação, que atualmente está na fase de consistência da pesquisa. Ele destacou ainda a conexão do projeto com o Festival Buriti, evento promovido pela UFOB em Santa Maria da Vitória, que também integrou as discussões culturais recentes do território.

Outros encaminhamentos também foram tratados ao longo da reunião.


Próxima reunião presencial marcada para 18/08

Ao final do encontro, ficou agendada uma nova reunião, desta vez presencial, para o dia 18 de agosto, na UFOB, com o objetivo de fechar as pautas que surgiram ao longo da discussão.

A reunião reforça o compromisso do CODETER Bacia do Rio Corrente com a participação social e o planejamento contínuo das políticas de desenvolvimento territorial sustentável, em conformidade com a Lei Estadual nº 13.214/2014, que institui os Colegiados Territoriais na Bahia.

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Festival Buriti de Audiovisual: cinema, formação e identidade no Território da Bacia do Rio Corrente

Santa Maria da Vitória sedia mais uma edição do Festival Buriti de Audiovisual, evento promovido pela Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) que já se firmou como um dos principais espaços de reflexão, formação e difusão do audiovisual no Território de Identidade Bacia do Rio Corrente.
O festival representa um mergulho da universidade no território — um alinhamento entre o conhecimento acadêmico e as vivências, saberes e histórias das comunidades da região. Realizado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), o festival está alinhado ao Plano de Desenvolvimento Institucional da UFOB e nasceu com o propósito de usar a linguagem audiovisual para provocar debates sobre cultura, arte, saberes, tecnologia e sociedade na região.


Mostra competitiva encerra inscrições

As inscrições para a Mostra Competitiva da IV edição do festival, regida pelo Edital PROEC/UFOB nº 03/2026, se encerraram neste domingo (26), após terem sido prorrogadas. Concorrem no certame produções de tema livre — ficções, animações, documentários e obras experimentais — divididas em três categorias, cada uma voltada a um público específico:
  • Mangaba: aberta a todo o Estado da Bahia, para filmes de até 15 minutos;

  • Pequi: exclusiva para estudantes universitários do Território Acadêmico da UFOB, com obras de até 10 minutos;

  • Cagaita: voltada a estudantes do Ensino Fundamental 2 e do Ensino Médio, também com até 10 minutos de duração.
Os primeiros colocados das categorias Mangaba e Pequi vão receber R$ 3 mil em premiação cada, enquanto o vencedor da categoria Cagaita leva R$ 1 mil. Agora, os filmes inscritos passam pela etapa de validação, com resultado preliminar previsto até 28 de julho. Todas as produções aptas recebem certificado de participação e são exibidas no canal oficial do festival no YouTube.

Mais detalhes sobre o edital, categorias e cronograma completo estão disponíveis na página oficial da UFOB: https://ufob.edu.br/a-ufob/editais/extensao-e-cultura/festival-buriti


Formação para além da mostra

O festival também investe na formação de novos realizadores audivisuais, com oficinas gratuitas oferecidas no campus UFOB Samavi, como produção audiovisual com celular e documentário — unindo teoria e prática. Essa vocação formativa reforça o papel da UFOB não apenas como produtora de um evento cultural, mas como agente de capacitação técnica para jovens e estudantes do território.


Por que o festival importa para o território

O Festival Buriti acontece em Santa Maria da Vitória, cidade polo do Território de Identidade Bacia do Rio Corrente, às margens de um dos principais afluentes do rio São Francisco o Rio Corrente. É terra natal de nomes marcantes da cultura brasileira, como Francisco Biquiba Dy Lafuente Guarany — considerado o primeiro artista moderno da arte popular do Brasil — e o escritor Osório Alves de Castro, vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura em 1962. É também sede do Centro Multidisciplinar da UFOB, que oferece os cursos de Publicidade e Propaganda e Artes Visuais, e que passou a contar com o Mestrado Profissional em Arte, Comunicação e Territorialidades. 

Nesse contexto, o Festival Buriti é uma ferramenta de valorização da identidade cultural da Bacia do Rio Corrente, dando visibilidade a produções locais, descobrindo e formando novos talentos audiovisuais e aprofundando o mergulho da UFOB nas comunidades que ela atende no território.

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Secult/BA divulga novos Pontos de Cultura pré-certificados no território Bacia do Rio Corrente

A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA), por meio da Diretoria de Cidadania Cultural (DCC), divulgou a lista de entidades culturais  pré-certificadas como Pontos de Cultura no âmbito do Ciclo II/2026 do Programa Nacional de Apoio à Cultura (PNAB). No território de identidade Bacia do Rio Corrente — dez iniciativas culturais foram contempladas, reconhecendo o trabalho de grupos, associações e coletivos que fortalecem a cultura na região.


O que é a pré-certificação

A pré-certificação acontece dentro da Etapa de Seleção dos editais de premiação da Secult-BA, como o PNAB. Nessa etapa, uma Comissão de Seleção avalia o histórico de atuação cultural de cada entidade ou coletivo inscrito, a partir do portfólio de atividades, do formulário de inscrição e demais materiais enviados. É considerada pré-certificada a entidade que, antes de se inscrever no edital, ainda não era certificada pelo Ministério da Cultura, mas atingiu a pontuação mínima exigida (metade dos pontos possíveis) nos critérios ligados à sua atuação cultural — o que já demonstra que ela cumpre o perfil de um Ponto de Cultura, independentemente de ter sido ou não selecionada para receber o prêmio.

Ou seja, a pré-certificação não é a certificação final: é o reconhecimento, feito pela própria Secult-BA, de que a entidade tem os requisitos para se tornar um Ponto de Cultura. A certificação propriamente dita só é emitida depois, pelo Ministério da Cultura, em uma etapa seguinte.


Como funciona o passo seguinte

Após esse resultado, entra em cena a Etapa de Habilitação. As entidades pré-certificadas precisam então solicitar seu ingresso no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, na Plataforma Rede Cultura Viva do Ministério da Cultura, e apresentar o comprovante dessa solicitação à Secult-BA — documento sem o qual a certificação não pode ser emitida. A Secult-BA, por sua vez, envia ao Ministério da Cultura a relação das entidades pré-certificadas para que constem oficialmente na base de dados nacional.

A partir daí, o próprio Ministério da Cultura analisa o cadastro por meio de agentes certificadores e emite a  Certificação Simplificada, publicada em formato digital. Segundo o serviço oficial do governo federal, esse processo de análise pode levar até três meses, e, uma vez aprovado, o Ponto ou Pontão de Cultura passa a aparecer georreferenciado no Mapa da Rede Cultura Viva.


O que é o Cultura Viva

Todo esse processo faz parte da  Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), instituída pela Lei nº 13.018/2014. O programa nasceu em 2004 e tem raízes na Constituição Federal de 1988, que estabelece o dever do Estado de garantir o exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional. Hoje, a Cultura Viva é reconhecida como a primeira política de base comunitária do Sistema Nacional de Cultura, servindo de referência para políticas culturais comunitárias em outros países da América Latina.

Na prática, a política reconhece e apoia coletivos e organizações sem fins lucrativos que já desenvolvem atividades culturais em suas comunidades — grupos de capoeira, terreiros, filarmônicas, associações quilombolas, coletivos de teatro, artesanato e tantas outras expressões. Ao serem certificadas, essas entidades passam a integrar o Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, ganhando reconhecimento oficial, visibilidade nacional e a possibilidade de acessar futuros editais de fomento e premiação.


Entidades pré-certificadas na Bacia do Rio Corrente
  1. Associação de Artesãos e Artistas de Santa Maria da Vitória - BA de Santa Maria da Vitória

  2. Capoeira Cambi Congá de Santa Maria da Vitória 

  3. Casa Casulo de Correntina

  4. Cia Cênica Encantos do Sertão de Santa Maria da Vitória 

  5. Fanfarra Independente de Serra Dourada de Serra Dourada

  6. Fundação João de Azevedo de Cocos

  7. Ginga Bahia de Serra Dourada 

  8. Instituto Padre André Frans Berenos de Correntina 

  9. Quadrilha Junina Girassol SD de Serra Dourada 

  10. Sociedade Filarmônica Lira do Corrente de Santa Maria da Vitória
A lista reúne expressões que vão da capoeira à filarmônica, passando por artesanato, teatro, fanfarra e quadrilha junina — um retrato da riqueza cultural do território. Santa Maria da Vitória concentra o maior número de entidades pré-certificadas (4), seguida por Serra Dourada (3), Correntina (2) e Cocos (1).

Acesse a lista completa: Lista Completa


Próximos passos

Com a pré-certificação divulgada, cada entidade agora precisa solicitar seu cadastro na Plataforma Rede Cultura Viva e enviar o comprovante à Secult-BA, dando início à Etapa de Habilitação. Só depois dessa fase — e da análise do Ministério da Cultura — é que essas organizações receberão, de fato, a Certificação Simplificada como Ponto de Cultura, passando a integrar oficialmente o Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura e a Política Nacional de Cultura Viva.



Fontes: Secult-BA (Edital PNAB, Ciclo de Premiação Cultura Viva), gov.br — Serviço "Obter certificado de Ponto ou Pontão de Cultura", e Plataforma Rede Cultura Viva / Portal Cultura Viva (Secretaria de Cidadania e da Diversidade Cultural).
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Roda de conversa discute direitos quilombolas e protagonismo das mulheres pretas em Montevidinha

No Julho das Pretas, Defensoria Pública e Associação de Mulheres Quilombolas se unem para promover educação em direitos na Comunidade Quilombola de Montevidinha

A Comunidade Quilombola de Montevidinha, localizada no município de Santa Maria da Vitória, na região da Bacia do Rio Corrente, no oeste da Bahia, recebe, nesta sexta-feira, 24 de julho, às 13h, uma roda de conversa sobre os Direitos das Comunidades Quilombolas e o Protagonismo das Mulheres Pretas no Fortalecimento da Identidade, da Memória e do Futuro Quilombola. O encontro acontece no Antigo Projovem, em frente ao campo de futebol da comunidade.

A atividade integra a programação do Julho das Pretas e é uma realização da Defensoria Pública do Estado da Bahia, em parceria com a Associação de Mulheres Quilombolas de Montevidinha e Outros, presidida pela líder quilombola Diva de Oliveira.


Montevidinha no território

Montevidinha é uma das comunidades quilombolas que compõem o mosaico sociocultural do território da Bacia do Rio Corrente, integrando, ao lado de outras comunidades tradicionais — quilombolas, de fundo e fecho de pasto e ribeirinhas —, a diversidade étnica e territorial que caracteriza a região. A presença de associações comunitárias organizadas, como a Associação de Mulheres Quilombolas de Montevidinha e Outros, reforça o papel dessas comunidades como protagonistas na construção das políticas públicas territoriais, dialogando diretamente com pautas como cultura, identidade, memória e acesso a direitos — eixos centrais para o desenvolvimento territorial sustentável da bacia.


Educação em direitos e protagonismo negro feminino

O objetivo da roda de conversa é promover educação em direitos e dialogar com a comunidade sobre o papel das mulheres pretas na preservação da identidade, da memória e na construção do futuro dos territórios quilombolas — temas centrais para associações como a de Montevidinha, que atuam na linha de frente da organização comunitária e da luta por reconhecimento e direitos territoriais.


Convidado especial

O evento contará com a participação especial do Professor Mestre Cleber Santos (UNEB/CETEP), do Quilombo Urbano do Largo da Vitória, em Riacho de Santana. Cleber Santos compartilhará sua trajetória pessoal e acadêmica, abordando as relações étnico-raciais nas comunidades quilombolas — uma contribuição que conecta a experiência de um quilombo urbano à realidade de Montevidinha.


Datas simbólicas

A roda de conversa também presta homenagem a duas datas de grande significado para a memória negra e quilombola:

  • Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha; e

  • Dia Nacional de Tereza de Benguela, símbolo histórico da resistência das mulheres negras no Brasil.

Serviço

O quê: Roda de Conversa — Direitos das Comunidades Quilombolas e o Protagonismo das Mulheres Pretas

Quando: 24 de julho (sexta-feira), às 13h

Onde: Antigo Projovem, em frente ao campo de futebol — Comunidade Quilombola de Montevidinha

Realização: Defensoria Pública do Estado da Bahia e Associação de Mulheres Quilombolas de Montevidinha e Outros
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Santa Maria da Vitória sedia Encontro Macrorregional da FEEB e reúne os três territórios do oeste baiano

Nos dias 24, 25 e 26 de julho, Santa Maria da Vitória se torna ponto de encontro para lideranças espíritas de uma vasta porção do oeste baiano. A cidade sedia o Encontro Macrorregional 2026 "Oeste — O Espiritismo em Nós", promovido pela FEEB (Federação Espírita do Estado da Bahia), que reunirá os Conselhos Federativos Regionais CR 19, CR 20 e CR 21 — representando, respectivamente, o Território Rio Grande, o Território Velho Chico e o Território da Bacia do Rio Corrente.

A escolha de Santa Maria da Vitória como sede coloca o Território da Bacia do Rio Corrente no centro de um movimento que atravessa fronteiras municipais e territoriais. O encontro é também um retrato da pluralidade da região: três territórios de identidade distintos, com histórias e dinâmicas próprias, convergindo para um mesmo espaço de formação e diálogo. É essa capacidade de articulação — de reunir diferentes territórios em torno de um propósito comum.


Programação

O encontro acontece na Escola Municipal Deputado Ulisses Guimarães (R. Santa Rita, 86, Santa Maria da Vitória – BA), com a seguinte programação:

- 24/07 — das 19h30 às 21h

- 25/07 — das 13h30 às 21h

- 26/07 — das 8h30 às 12h30


Inscrições: R$ 60,00 (parcelável em até 4x no cartão) ou via Pix (978.284.165-04).

Hospedagem: Palace Hotel, R$ 100,00.


Capacitação e caridade como eixos do evento

Para as lideranças espíritas locais, sediar o encontro significa colocar a região na rota de capacitações voltadas à difusão da Doutrina Espírita na Bahia, à prática dos ensinamentos de Jesus e ao aprofundamento no conhecimento codificado por Allan Kardec — além de representar a oportunidade de receber, na própria cidade, uma equipe técnica da FEEB. 

Cátia Xavier, Secretária Executiva do GEUA e integrante do CODETER da Bacia do Rio Corrente, destaca o significado do encontro para a comunidade espírita da região:

"A importância deste evento se baseia em colocar nossa região na rota de capacitações para o difundir da Doutrina Espírita na Bahia, para a prática dos ensinamentos de Jesus, para o conhecimento codificado por Allan Kardec. É uma honra para os Centros Espíritas realizar este evento pela oportunidade de receber equipe competente da FEEB — Federação Espírita da Bahia — em nossa cidade e, principalmente, para nos aprimorar no exercício da caridade."

Ao sediar um encontro que une três territórios distintos em torno de um objetivo comum, o Território da Bacia do Rio Corrente reafirma sua vocação para a articulação social e cultural. 

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Território da Bacia do Rio Corrente reafirma a força de suas culturas na I Mostra Cultural, em Cocos

A I Mostra Cultural do Território da Bacia do Rio Corrente foi realizada como uma ação de fortalecimento das políticas públicas de cultura no território, financiada pelo Governo do Estado da Bahia por meio do Edital nº 28/2024 — Cultura Viva e Territórios de Identidade (PNAB/Bahia) — e viabilizada com o apoio de instituições parceiras do território, entre elas as secretarias municipais de cultura dos municípios da Bacia do Rio Corrente, a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) e a Prefeitura de Cocos, que sediou o evento.
Equipe da Mostra Cultural. Foto por Maiara Luz

O dia 2 de julho foi de festa para o Território da Bacia do Rio Corrente. Na Escola CETIC (Colégio Estadual em Tempo Integral de Cocos), parceira que abriu suas portas para receber a programação da tarde, a I Mostra Cultural do Território da Bacia do Rio Corrente iniciou com a palestra do Prof. Cícero Félix, representando o CODETER, que provocou o público com reflexões sobre memória, apagamento e resistência das culturas tradicionais — o tom que atravessaria todo o dia de celebração.

Cícero Félix (CODETER) conduz a palestra de abertura da Mostra, na Escola CETIC, com reflexões sobre memória e resistência das culturas tradicionais, foto Maiara Luz.
Na sequência, a tarde seguiu com formação. A professora Aia Ora, representando a UFOB, conduziu a oficina "A arte da(o) brincante-educador(a)". Ludmila Leite e Emilly Lopes apresentaram "Retrato de papel", entrelaçando território e identidade. Michel Mello, da MM Dance, levou "Start Artístico", com foco em dança e corporeidade. E Justino Cosme mediou a roda de conversa "Criação Personagem Literária do Corrente". Antes da festa, o território parou para pensar a própria cultura — e foi esse encontro entre reflexão e vivências que preparou o terreno para a celebração da noite.
Justino Cosme conduz a roda de conversa "Criação Personagem Literária do Corrente". Foto Junior Oliveira.

Michel Mello (MM Dance) conduz a oficina "Start Artístico", com foco em dança e corporeidade. Foto Junior Oliveira.

Ludmila Leite e Emilly Lopes conduzem a oficina "Retrato de papel", sobre território e identidade. Foto Maiara Luz.

Oficina sobre os brincantes conduzida pela Profa. Aia Ora. Foto de Junior Oliveira.

Com o cair da tarde, o centro da Mostra se transferiu para a Praça da Cultura, onde cerca de mil pessoas se reuniram para a noite cultural. A data não foi escolhida ao acaso: o 2 de julho marca o feriado mais importante da Bahia, quando, em 1823, a vitória baiana expulsou definitivamente as tropas portuguesas e selou, na prática, a independência do Brasil no estado. Na Praça, a cantora Camila Macedo, de Cocos, abriu a noite interpretando o Hino da Bahia — dando à Mostra o tom de uma segunda independência, agora cultural, celebrada por um território inteiro.

Abertura oficial da noite cultura com a presença das autoridades, foto por Maiara Luz.
Realizada pela Fundação João de Azevedo — Ponto de Cultura Oficina dos Sonhos, a abertura da noite reuniu falas do prefeito Clevyn, do vice-prefeito Junior da Sercom, do Diretor de Cultura de Cocos Nonato Lopes, de Gilson Montalvão (Fundação João de Azevedo), Cícero Félix (CODETER), Aia Ora (UFOB) e do coordenador geral do projeto, Robson Vieira.
Nonato Lopes - Diretor de Cultura de Cocos, foto por Maiara Luz.
A noite também reuniu gestores municipais de cultura de diferentes cidades do território, com destaque para as presenças de Salvador Costa, de Jaborandi, Ícaro Mallero, de São Félix do Coribe, e do próprio Nonato Lopes, à frente da Cultura de Cocos — reforçando o caráter coletivo e territorial da Mostra, construída a muitas mãos pelos municípios da Bacia do Rio Corrente.

A força do que resiste e do que atravessa fronteiras

Se a noite teve um momento que resumiu o espírito da Mostra, foi o encontro, no mesmo palco, entre o Grupo de Reisado São Sebastião do Formoso e o Povo Cigano Calon. O Reisado, de Jaborandi, levou ao público cantos, danças e manifestações de fé que atravessam gerações na celebração dos Santos Reis — uma tradição popular que o território insiste em manter viva, geração após geração. Em seguida, a apresentação do Povo Cigano Calon, de Correntina, trouxe à Praça a força de um povo historicamente marginalizado, mas que segue afirmando sua cultura, sua identidade e seu direito de ocupar os palcos do território. Tradição e diversidade, lado a lado, mostraram que a cultura da Bacia do Rio Corrente é plural — é muitas, e é forte justamente por isso.

Publico na expectativa para inicio da programação, foto por Maiara Santana.
Grupo de Reisado São Sebastião do Formoso de Jaborandi/BA, foto por Junior Oliveira.
Simone, filha de Dona Enedina, representante do Povo Calon, foto por Maiara Luz.
Dança da Inclusão pelo Povo Calon de Correntina, foto por Maira Luz.

A programação seguiu com João Batista, de Cocos, em voz e violão entre a MPB e a música regional, e com o Carimbó e Quadrilha Fogo sem Fuzil, também de Cocos. A Fanfarra Cultural de Jaborandi, formada exclusivamente por mulheres, reafirmou o protagonismo feminino nos palcos da cultura territorial. Rayslanne Santos, de Cocos, trouxe a música popular brasileira e o pop rock nacional, e a Junina Gonzagão, de Correntina, campeã do Concurso Regional de Quadrilhas (UNIQJOB), levou o público à animação junina. A noite se encerrou com o show de Cevisa Harmonia, que mesclou o Cangaço Rock do Velho Chico a um formato acústico autoral, em uma homenagem sonora às raízes do sertão.
Junina Gonzagão de Correntina, foto por Maiara Luz.

Rayslanne Santos de Cocos, foto por Maiara Luz.

Povos Ciganos Calon, foto por Maiara Luz.

Fanfarra Cultural de Jaborandi, foto por Junior Oliveira.

Público presente na mostra, foto por Maiara Luz.

Paralelamente, artesãs de Cocos e de Serra Dourada expuseram e comercializaram seu trabalho, movimentando também a economia criativa do território — presença simbolicamente representada por Dona Antônia, moradora ilustre de Cocos, aos 104 anos, cuja participação emocionou o público e reforçou o valor da memória viva que sustenta a cultura do território.

Apresentação do Carimbó, foto por Maiara Luz.

Exposição e comercialização de artesanatos, foto por Maiara Luz.

Exposição e comercialização de artesanatos, foto por Maiara Luz.

Artesã, foto por Maiara Luz.

"Cultura é papo sério"

Para Robson Vieira, coordenador do projeto, a Mostra representou a felicidade de reunir o potencial do território para celebrar e afirmar a força e o poder transformador e econômico da cultura. Já Nonato Lopes, Diretor Municipal de Cultura de Cocos, resumiu o significado de sediar o evento: "Receber a I Mostra Cultural é Cocos transformar-se em um palco iluminado para dar boas-vindas aos protagonistas da nossa cultura pulsante."

Show de Cevisa Harmonia, foto por Maiara Luz.

Show de Cevisa Harmonia, foto por Maiara Luz.

A I Mostra Cultural marcou a afirmação de uma política pública que reconhece a cultura como vetor de desenvolvimento social e econômico para os onze municípios da Bacia do Rio Corrente — Brejolândia, Canápolis, Cocos, Coribe, Correntina, Jaborandi, Santa Maria da Vitória, Santana, São Félix do Coribe, Serra Dourada e Tabocas do Brejo Velho. Da reflexão da tarde à celebração da noite, tradição e diversidade dividiram o mesmo palco e mostraram, na prática, por que a cultura do território segue correndo e não para.

Os registros da Mostra podem ser acompanhados no Instagram @mostracultural.riocorrente, e o álbum completo de fotos está disponível neste link.

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