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Território Bacia do Rio Corrente compartilha Agenda pública para acompanhar a vida do CODETER

Reuniões, plenárias, oficinas, eventos culturais e prazos importantes passam a ser reunidos em um só lugar, aberto a todas as entidades e à comunidade do território.
O Território de Identidade da Bacia do Rio Corrente passa a contar com uma Agenda pública para reunir, em um único espaço, os principais compromissos do Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentável (CODETER). Reuniões, plenárias, oficinas, eventos culturais e prazos importantes estão agora organizados de forma acessível, para que todas as entidades e a comunidade possam acompanhar de perto a vida do território e participar das decisões que constroem o seu futuro.

A ferramenta está disponível na página inicial do site oficial do território e funciona como um calendário aberto, atualizado conforme os compromissos do Colegiado são definidos. A proposta é simples e direta: garantir que ninguém fique de fora por falta de informação.


Participação social se constrói no encontro

A Agenda é um convite. O desenvolvimento territorial sustentável só acontece quando as comunidades, os movimentos sociais, as entidades e o poder público se encontram, dialogam e decidem juntos. É no encontro — nas plenárias, nas escutas sociais, nas oficinas — que o território se faz.

Por isso, acompanhar a Agenda é também uma forma de exercer cidadania. Cada reunião plenária, cada oficina de planejamento, cada atividade cultural representa uma oportunidade de somar à construção coletiva do território. Saber quando e onde esses momentos acontecem é o primeiro passo para marcar presença.


Como acompanhar

A Agenda pode ser consultada a qualquer momento na página inicial do site: www.territorioriocorrente.com.br/inicio/agenda

Lá, o calendário reúne os compromissos do CODETER de forma organizada por mês, permitindo que cada pessoa e cada entidade se programe com antecedência. As atualizações são contínuas, acompanhando o ritmo das atividades do Colegiado.

A recomendação do Colegiado é que entidades, conselheiros e moradores do território incorporem o hábito de consultar a Agenda regularmente e divulguem as datas em suas redes e comunidades. Quanto mais gente acompanhando, mais forte e representativa se torna a participação.


Um território que se constrói coletivamente

A criação da Agenda pública integra um conjunto de ações do CODETER da Bacia do Rio Corrente voltadas a fortalecer a transparência, a comunicação e a participação social no território. Ao reunir e abrir os compromissos do Colegiado, o território reafirma o compromisso com uma gestão participativa, em que as decisões são tomadas com a comunidade, e não apenas para ela.

Fique atento às datas, marque presença e some à construção coletiva do nosso território.

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Cocos recebe a I Mostra Cultural do Território da Bacia do Rio Corrente e transforma-se em palco das culturas

Onze municípios se encontram em Cocos para a I Mostra Cultural da Bacia do Rio Corrente

Cocos recebe, no próximo dia 2 de julho, a primeira edição da Mostra Cultural do Território da Bacia do Rio Corrente, evento que reúne artistas, mestres das culturas populares, grupos tradicionais e agentes culturais dos onze municípios que compõem o território. A programação conta com atividades de formação e apresentações artísticas, todas de acesso gratuito.

Realizada pela Fundação João de Azevedo — Ponto de Cultura Oficina dos Sonhos, a Mostra nasce de um processo coletivo de valorização das identidades culturais da região, articulado com o Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentável (CODETER). O projeto foi contemplado pelo Edital nº 28/2024 — Cultura Viva e Territórios de Identidade, no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SECULT/BA).

A manhã do dia 2 é reservada à chegada das caravanas, com credenciamento e acolhida dos participantes vindos de todo o território. À tarde, começa o ciclo formativo. Após a abertura oficial, às 14h, o pesquisador Cícero Félix ministra a palestra "Apagamento e resistência das culturas tradicionais". Em seguida, três oficinas acontecem simultaneamente: "A arte da(o) brincante-educador(a)", com Aia Oro Iara, dedicada à salvaguarda dos saberes de tradição oral e seu diálogo com a educação formal; "Retrato de papel", com Ludmila Leite e Emilly Lopes; e o "Start Artístico", com Michel Mello, voltado ao corpo e à cena. A tarde se encerra com a roda de conversa "Criação de Personagem Literária do Corrente", conduzida pelo escritor Justino Cosme.

À noite, a Praça da Cultura concentra as apresentações. O primeiro bloco traz a Companhia de Artes Performance do Formoso, o Grupo de Reisado de São Sebastião do Formoso, a Fanfarra Cultural de Jaborandi e o Povo Cigano Calon. Na sequência, a Junina Gonzagão, de Correntina, leva ao palco a tradição das festas juninas da região. O encerramento musical fica a cargo de Cevisa Harmonia.

Para a coordenação, o evento extrapola a celebração e afirma a cultura como vetor de desenvolvimento. "Como coordenador, trago a felicidade de reunir todo o potencial desse território para celebrar e para dizer da força e do poder transformador e econômico da cultura", afirma Robson Vieira, coordenador geral da Mostra.

O diretor municipal de Cultura de Cocos, Nonato Lopes, destaca o papel da cidade como anfitriã. "Receber a I Mostra Cultural é Cocos transformar-se em um palco iluminado para dar boas-vindas aos protagonistas da nossa cultura pulsante", afirma.

A realização conta com a parceria institucional da Prefeitura de Cocos, por meio da Diretoria Municipal de Cultura, responsável pelo apoio, e da Escola CETIC, que cede seus espaços para as atividades de formação. O evento integra o programa Cultura Viva e a Política Nacional Aldir Blanc, com apoio dos Pontos de Cultura da Bahia, do Governo da Bahia, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.


Serviço

I Mostra Cultural do Território da Bacia do Rio Corrente

Data: 2 de julho de 2026 - Recepção das caravanas a partir das 8h | Formação a partir das 14h | Mostra cultural a partir das 19h

Local: Cocos/BA — (Praça da Cultura e Escola CETIC)

Instagram: @mostracultural.riocorrente

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Território da Bacia do Rio Corrente cria portal na internet para aproximar o CODETER das comunidades

Construído inteiramente com ferramentas gratuitas, o novo site reúne documentos, agenda, ações e os nomes que dão vida ao Colegiado — tudo em um só endereço: www.territorioriocorrente.com.br


O Território de Identidade da Bacia do Rio Corrente passa a contar com um canal de comunicação direta entre o Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentável (CODETER) e as comunidades dos onze municípios que o compõem. O endereço www.territorioriocorrente.com.br nasce com um propósito claro: tornar pública e acessível a vida institucional do território, aproximando quem planeja de quem vive o dia a dia do Cerrado, da agricultura familiar e das comunidades tradicionais.

A iniciativa carrega um princípio que diz muito sobre o jeito de fazer do Colegiado. Todo o portal foi erguido com ferramentas gratuitas, sem custo de licenças ou contratos de hospedagem caros. É a prova de que transparência e comunicação de qualidade não dependem de grandes orçamentos, mas de organização, vontade coletiva e compromisso com o direito à informação.

Logo na página inicial, quem chega encontra as notícias mais recentes do território, num espaço pensado para manter a comunidade sempre a par do que acontece. A aba Agenda reúne os próximos compromissos e eventos, funcionando como uma bússola para quem quer participar das atividades do Colegiado.

Na seção "O Território", o visitante acessa os documentos que estruturam a atuação do CODETER. Estão disponíveis o Regimento Interno, que define a finalidade, a composição e as regras de funcionamento do Colegiado, e a Lei Estadual nº 13.214/2014, marco legal que institui a Política de Desenvolvimento Territorial da Bahia e adota o Território de Identidade como unidade de planejamento das políticas públicas do Estado. Conhecer esses documentos é compreender o fundamento da gestão participativa, coletiva e democrática que orienta o território.

O site também abre as portas para conhecer quem está por trás do Colegiado. As páginas dedicadas à Coordenação, ao Núcleo Diretivo, ao Colegiado Territorial e ao Agente de Desenvolvimento Territorial (ADT) apresentam as pessoas e instituições que sustentam a governança do território — um gesto de transparência que coloca rostos e nomes onde antes havia apenas siglas.

Na seção "Atuação", duas frentes ganham destaque. A página de Escutas Sociais mostra como a população participa diretamente do planejamento das políticas públicas: foi por meio desse processo que o território submeteu 55 propostas ao Governo do Estado no ciclo do Plano Plurianual 2024–2027. Ali, qualquer pessoa pode acessar o formulário de participação e o painel que acompanha o monitoramento dessas propostas. Já a página do PTDS — o Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentável — reúne o histórico de planejamento do território, com os planos de 2010 e 2016 disponíveis para download e as informações sobre a requalificação em curso para 2025–2026, conduzida pela SEPLAN com apoio do PNUD.

Mais do que uma vitrine, o portal é um convite. Um convite para que cada entidade, cada cidadão, cada agricultor, cada representante de comunidade tradicional acompanhe, participe e ajude a construir o futuro do território. Porque, no fim das contas, a força do Território da Bacia do Rio Corrente está na soma das suas vozes — e agora elas têm um novo lugar para ecoar.

Acesse: www.territorioriocorrente.com.br

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"Um modo de vida ancestral": artivista do Território da Bacia do Rio Corrente, Amanda Alves celebra os Povos de Fundo e Fecho de Pasto em exposição nos 9 anos do Museu do Cerrado

Em uma noite marcada por celebração, memória e resistência, o Museu do Cerrado comemorou seus 9 anos com o lançamento da exposição fotográfica "Povos de Fundo e Fecho de Pasto: um modo de vida ancestral", da artivista audiovisual Amanda Alves — integrante do projeto de pesquisa Cultura, Alimento e Identidade, que atua no fortalecimento do Território da Bacia do Rio Corrente.


A abertura aconteceu por meio de uma live organizada pela professora doutora Rosângela Azevedo Corrêa, coordenadora do Museu do Cerrado, reunindo representantes das Comunidades Tradicionais de Fundo e Fecho de Pasto do Oeste da Bahia. Participaram do diálogo o fecheiro Izaurino Filho e a fecheira Elziene Abreu, que compartilharam reflexões sobre a história, os desafios e a importância desses povos para a conservação do Cerrado.


Um modo de vida com mais de 300 anos

Com mais de três séculos de existência, as Comunidades Tradicionais de Fundo e Fecho de Pasto são reconhecidas por seu modo de vida baseado no uso coletivo dos territórios, conhecidos como "fechos" ou "gerais". Ao longo de gerações, têm desempenhado papel fundamental na proteção do Cerrado em pé, das águas, dos solos, da biodiversidade e dos conhecimentos tradicionais associados ao bioma.


Seu sistema produtivo integra a criação extensiva de gado em áreas comunais, o extrativismo sustentável de plantas medicinais e alimentícias e a preservação de práticas culturais, religiosas e modos de vida profundamente conectados ao território — valores que dialogam diretamente com os princípios defendidos pelo Colegiado e pelo projeto Cultura, Alimento e Identidade.


Territórios sob ameaça

Apesar de sua importância, essas comunidades enfrentam ameaças constantes. A grilagem de terras, antes impulsionada pelo desmatamento e pela expansão do agronegócio em larga escala, assume hoje novas formas. O que os próprios moradores chamam de "grilagem verde" refere-se à apropriação de áreas historicamente conservadas pelas comunidades para compor reservas legais de empreendimentos privados.

Enquanto isso, milhares de famílias seguem aguardando há décadas a regularização fundiária de seus territórios. Garantir esses direitos representa não apenas o reconhecimento de uma dívida histórica do Estado, mas também uma estratégia essencial para a preservação da sociobiodiversidade, para a justiça climática e para a manutenção do meio ambiente que beneficia toda a sociedade.


O olhar de Amanda Alves


Amanda Alves é natural de Jaborandi/BA e tem atuação ativa em todo o Território da Bacia do Rio Corrente. Segundo ela, a exposição é fruto de uma trajetória de convivência, escuta e compromisso com os povos tradicionais do Cerrado.

"Mais do que imagens, esta exposição apresenta histórias de resistência, pertencimento e cuidado com o Cerrado. São registros que revelam um modo de vida ancestral que segue vivo, apesar das muitas ameaças enfrentadas pelos povos de Fundo e Fecho de Pasto."

A artivista também ressaltou o alcance do trabalho, disponível em dois idiomas:

"É gratificante saber que outras pessoas vão poder, através desta exposição, mergulhar no modo de vida ancestral dos povos e comunidades de Fundo e Fecho de Pasto. A exposição está em português e inglês, isso vai possibilitar que outras partes do mundo possam, além de visualizar as fotografias, ler as legendas e compreender um pouco sobre esse modo de vida tão brasileiro, tão nosso!"

Seu desejo é que as fotografias sensibilizem o público, provoquem reflexões e aproximem mais pessoas da realidade dessas comunidades que, há gerações, contribuem para a conservação da sociobiodiversidade brasileira.


Um convite à imersão

A exposição convida os visitantes a uma imersão nos territórios, nas paisagens e nas histórias dos povos de Fundo e Fecho de Pasto, permitindo sentir o Cerrado pulsar por meio de imagens, memórias e narrativas construídas por quem vive e cuida desse bioma.

A mostra virtual está disponível gratuitamente e pode ser acessada pelo link: https://artsandculture.google.com/story/pgXxo7_fcgl5Yw  

As comunidades de Fundo e Fecho de Pasto convidam toda a sociedade a conhecer essa história e a refletir sobre a importância da defesa dos territórios tradicionais para o futuro do Cerrado e do planeta.

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CODETER avalia as 55 propostas da Escuta Social e apresenta resultado ao Governo da Bahia

Colegiado Territorial da Bacia do Rio Corrente conclui processo de monitoramento do PPA 2024–2027 e disponibiliza avaliação completa em painel interativo


O Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Corrente (CODETER) concluiu, em junho de 2026, o processo de Participação Social no Monitoramento do Plano Plurianual 2024–2027 do Governo do Estado da Bahia. O resultado: uma avaliação detalhada das 55 propostas que o território apresentou ao Estado em 2023, agora sistematizada e disponível ao público em painel interativo.

O trabalho reuniu contribuições de membros do Colegiado — representantes de municípios, movimentos sociais, entidades culturais, organismos de governo e agricultura familiar — por meio de reunião online e formulário eletrônico.


O que o Colegiado avaliou

Das 55 propostas submetidas à Escuta Social, 42 foram acolhidas pelo Governo do Estado e 13 não foram acolhidas. Para cada uma delas, o Colegiado emitiu uma avaliação consolidada — verificando se as respostas e ações do Estado corresponderam, de fato, ao que o território havia demandado.


A principal crítica registrada pelos membros foi a generalidade das respostas das secretarias estaduais. Em vários casos, serviços e equipamentos apresentados pelo Estado como disponíveis ao território pertencem, na prática, a regiões vizinhas — como Bom Jesus da Lapa, que integra o Território do Velho Chico, e não a Bacia do Rio Corrente. A territorialização efetiva das políticas públicas — garantindo que os serviços sejam ofertados dentro dos limites do próprio território — foi apontada como a principal reivindicação estrutural do Colegiado para o ciclo do PPA.


Destaques da avaliação

Entre os pontos mais críticos identificados pelo Colegiado estão: a ausência de um Corpo de Bombeiros com cobertura efetiva no território; os altos índices de violência doméstica e feminicídio sem resposta estruturada do Estado, incluindo a falta de uma Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM); as demoras nos processos de licenciamento ambiental do INEMA, que prejudicam especialmente os pequenos agricultores; e a ausência de campus universitário estadual presencial na região.

No campo da cultura, o Colegiado destacou que existe um prédio com auditório em Santa Maria da Vitória — sede do território —, construído via emenda parlamentar, que permanece sem equipamentos para funcionamento. A preservação da tradição das carrancas, ligada ao trabalho do Mestre Guarany, também foi registrada como patrimônio cultural que demanda reconhecimento e apoio do Estado.


Acesse o painel

Toda a avaliação está disponível de forma sistematizada e acessível ao público no painel interativo construído para essa finalidade. O painel permite consultar cada proposta individualmente, filtrar por eixo temático, status e avaliação do Colegiado, e comparar a resposta do Estado com a posição do Colegiado para cada demanda.

Acesse o painel no link a seguir: escutassociaistbrc.netlify.app
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O Território que Ensina chegou — e está disponível para todos

No dia 12 de junho de 2026, o Campus da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), em Santa Maria da Vitória, foi palco de um momento histórico para o Território da Bacia do Rio Corrente: o lançamento do roteiro didático "Território que Ensina: Saberes do Cerrado na Escola", de autoria da professora e pesquisadora Raquel da Costa Barbosa.

A obra nasce da luta e dos saberes das Comunidades de Fundo e Fecho de Pasto — povos tradicionais que há gerações organizam sua vida a partir do uso coletivo da terra, das águas e dos recursos naturais do Cerrado. Mais do que um material pedagógico, o roteiro é uma declaração de que esses saberes têm lugar na escola e que o território é, ele mesmo, um espaço educador.

O lançamento reuniu representantes de comunidades tradicionais, instituições de ensino, poder público e movimentos sociais. Houve poesia, música, diálogo aberto e, ao final, autógrafos com a autora.

O CODETER — Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Corrente — participou como parceiro na realização do evento, ao lado da UFOB/SAMAVI e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Arte, Comunicação e Territorialidades (PPGACT). A realização é da Associação Comunitária dos Pequenos Criadores de Fecho de Pasto de Clemente (ACCFC), com apoio do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), do Small Grants Programme (SGP) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Acesse e baixe gratuitamente: https://ispn.org.br/publicacao/territorio-que-ensina-saberes-do-cerrado-na-escola/

O Cerrado ensina. O território resiste. E nós celebramos.

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UFOB sedia lançamento de roteiro didático sobre saberes do Cerrado

A Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) recebeu, na noite desta sexta-feira (12/06), o lançamento do roteiro didático "Território que Ensina: Saberes do Cerrado na Escola", obra da professora e pesquisadora Raquel da Costa Barbosa. O evento reuniu representantes de comunidades tradicionais, instituições de ensino, poder público e movimentos sociais do Território da Bacia do Rio Corrente, no oeste baiano.


A publicação nasce do encontro entre a academia e as Comunidades de Fundo e Fecho de Pasto — povos tradicionais que há gerações organizam sua vida a partir do uso coletivo da terra e dos recursos naturais do Cerrado. O roteiro propõe levar esses saberes para dentro das escolas, reconhecendo as comunidades como produtoras de conhecimento e o território como espaço educador.

O evento fugiu dos formatos convencionais: sem mesa de autoridades, sem palco, sem hierarquia. Em roda, com poesia, o lançamento buscou refletir na própria forma o conteúdo que celebrava. A abertura foi conduzida pelo Agente de Desenvolvimento Territorial da Seplan, Robson Vieira, que situou o evento a partir do pensamento do intelectual e ativista Antônio Bispo dos Santos, o Nego Bispo, autor de A Terra Dá, A Terra Quer.

Representantes do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Arte, Comunicação e Territorialidades (PPGACT), da Comissão Pastoral da da Terra (CPT), do Núcleo Territorial de Educação (NTE 23), do Sindicato de Professores de Correntina e da Secretaria de Municipal de Educação de Santa Maria da Vitória marcaram presença e destacaram a importância da obra para a educação do campo e para o reconhecimento dos povos tradicionais.


Em sua fala, a autora Raquel da Costa Barbosa apresentou o processo de construção coletiva do roteiro e os elementos centrais da publicação. "Esse não é um livro sobre as comunidades. É um livro com as comunidades", disse. Ao final do evento, emocionada, a pesquisadora celebrou o encontro: "Que momento potente! Gratidão pela possibilidade de estarmos juntas do Fundo e Fecho de Pasto. Conseguimos dialogar com diversas vozes, ampliamos relações e, mais uma vez, reafirmamos o nosso compromisso com a manutenção do nosso território rico como ele é, cheio de beleza e de riqueza."

O lançamento é uma realização da Associação Comunitária dos Pequenos Criadores de Fecho de Pasto de Clemente (ACCFC), em parceria com o Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Corrente (CODETER), UFOB/SAMAVI e PPGACT, com apoio do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), do Fundo Global para o Meio Ambiente (
GEF), do Small Grants Programme (SGP) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).



O roteiro didático está disponível gratuitamente em: https://ispn.org.br/publicacao/territorio-que-ensina-saberes-do-cerrado-na-escola/

As fotos do eventos (por Amanda Alves e Thalita Aragão) estão disponíveis neste link: https://photos.app.goo.gl/fcRAtLEXeGkkCy437

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